O presidente Michel Temer assinou nesta sexta-feira (14), um decreto autorizando a extradição do ex-ativista Cesare Battisti. A decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prender Cesare nesta quinta-feira (13), teve grande influência para a assinatura do decreto pelo presidente [VIDEO].

Quem é Cesare Battisti

Cesare Battisti é um ex-militante que participou de alguns movimentos de oposição ao governo na Itália. Suas primeiras prisões foram em 1972, acusado de cometer furto, e em 1974, por assalto á mão armada.

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Algum tempo depois, mesmo negando as acusações, o ex-ativista foi julgado e condenado á prisão perpétua por quatro homicídios ocorridos entre 1977 e 1979. Essas acusações foram feitas com base na delação premiada de outro militante preso, ex-companheiro de Battisti quando fazia parte do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), grupo de extrema esquerda criado em 1976 durante o período chamado "anos de chumbo".

Foragido pelos anos seguintes, passou um tempo exilado no México e na França. O exílio na França foi possível graças ao seu ex-governante François Mitterrand, que criou a Doutrina Mitterrand que acolhia ex-ativistas da luta armada.

A vida de Cesare Battisti no Brasil

Cesare fugiu para o Brasil em 2004, tendo vivido no país até hoje. Battisti chegou a ser preso no Brasil em 2007, mas em 2009 teve um recurso da defesa atendido pelo Ministro da Justiça, Tarso Genro, concedendo-lhe refúgio político.

Ainda em 2009, o refúgio foi anulado, deixando a decisão nas mãos do então presidente Luiz Inácio Lula Da Silva. Antes de deixar o cargo em 2010, o presidente decidiu autorizar a permanência de Cesare Battisti no Brasil, negando então o pedido de extradição para Itália.

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Em outubro de 2017, Cesare Battisti é preso novamente ao tentar sair do país atravessando a fronteira com a Bolívia levando 6.000 dólares e 1.300 euros não declarados, sendo liberado após conseguir um habeas corpus.

Depois disso, o governo Italiano pediu ao presidente Michel temer [VIDEO] para que anulasse o refúgio político e autorizasse a extradição.

Ao tomar a decisão de prender Battisti, o ministro Luiz Fux explicou que o presidente Michel Temer já tinha manifestado o desejo de extraditar o italiano.

O STF já tinha autorizado a extradição e optou por dar andamento aos processos legais. Battisti agora é procurado pela polícia federal como foragido da justiça.