O ano de 2018 foi excepcional no que diz respeito às sucessivas descobertas arqueológicas que vem ocorrendo no Egito. Tanto é assim que no sábado (15) foi anunciado por autoridades da República Árabe do Egito, nome oficial da nação milenar do Nordeste do continente africano, mais uma descoberta singular.

Trata-se das escavações envolvendo o túmulo pertencente a um sacerdote, o qual data de mais 4.400 anos atrás, sendo descoberto na região limítrofe da capital Cairo, de nome Saqqara. Os responsáveis pela fantástica descoberta foram arqueólogos nativos do próprio Egito.

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Wahtye, o sacerdote e Neferirkare, o faraó

O sacerdote, cujo nome era “Wahtye” é originário da 5ª dinastia do Egito, que esteve no poder entre os anos de 2.500 e 2.300 antes de Cristo, ou seja, no transcorrer do reinado de Neferirkare, isso conforme explicado oficialmente pelo Ministério das Antiguidades do Egito.

Khaled el Enany, que é o atual ministro das Antiguidades daquela nação, fez questão de dizer aos jornalistas em coletiva de imprensa, que toda a estrutura da tumba encontra-se inacreditavelmente muito bem preservada, tendo esculturas coloridas no interior do seu espaço mortuário.

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Em outras palavras a descoberta em questão representa um verdadeiro retorno de milhares de anos na linha de tempo, pois ainda conforme Khaled, no túmulo do sacerdote e nas proximidades foram retratadas cenas sobre a vida do morto ilustre ali enterrado com sua mãe, sua esposa, enfim, com a sua família em geral.

O Ministério das Antiguidades completou a informação dizendo que os arqueólogos junto com a equipe de escavadores, puderam encontrar vários nichos com estátuas grandes e muito coloridas alusivas ao sacerdote falecido, bem como, aos seus familiares

Detalhes dos objetos encontrados

Há um total de 18 nichos, preenchidos com 24 estátuas; entretanto, a parte debaixo da cripta mortuária também possui 26 nichos de tamanhos menores aos primeiros 18 encontrados, revelaram as autoridades do governo egípcio responsáveis por vistoriar o trabalho em questão.

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No mês passado, ainda no sítio arqueológico de Saqqara, o Mundo tomou conhecimento da descoberta de um total de sete túmulos, alguns com mais de 6.000 anos, pela mesma missão arqueológica deste sábado.

Nessa ocasião os cientistas mostraram parte dos seus achados de milênios, como, por exemplo, animais tais como gatos e besouros mumificados. Encontraram também dentro das tumbas, muitas estátuas de gatos construídas com madeira, o que é algo bastante compreensível, uma vez que no Egito Antigo, a população local reverenciava os felinos e adoravam a deusa Bastet, a qual possuía justamente a cabeça de um gato.

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Um pouco mais sobre o território de Saqqara

Saqqara foi a capital do Reino Antigo, sendo atualmente uma necrópole vasta ou algo como uma espécie de cidade dos mortos, junto a região da Memphis antiga, o que facilita os achados nos dias atuais de muitas tumbas e múmias ainda dos primeiros faraós do Egito.

Nesse sítio arqueológico também se encontra a primeira pirâmide de degraus do faraó Djoser, monumento esse que ficou pronto por volta de 2.700 antes de Cristo pelo famoso arquiteto Imhotep.

Todas essas inúmeras descobertas ricas em história dos arqueologistas é algo muito importante para os Negócios do Egito, uma vez que o governo do Cairo que resgatar a qualquer preço o segmento do turismo na nação situada, parte na África, parte na Ásia Menor.

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