A delação premiada de Henrique Constantino, presidente da companhia aérea Gol, foi homologada pela Justiça. O empresário fala que repassou dinheiro para o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em valores provenientes de caixa 2. A delação também atingiu grandes nomes do MDB.

De acordo com Constantino, o deputado Rodrigo Maia teria recebido a propina por meio da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear). O dinheiro teve relação com a aprovação da abertura de capital das companhias aéreas.

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A 10ª Vara Federal do Distrito Federal homologou, por meio do juiz Vallisney de Oliveira, a delação de Henrique Constantino. O documento ainda traz nomes do MDB como os ex-ministros Geddel Vieira Lima, Henrique Alves e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Outros nomes são citados na delação, como o senador Romero Jucá (MDB), Otávio Leite e Bruno Araújo (PSDB), Vicente Cândido, Marco Maia (PT) e o senador Ciro Nogueira (PP).

A defesa do ex-presidente Michel Temer declarou que não pode comentar, pois, desconhece o teor do conteúdo. Eles ainda não tiveram acesso à delação. A defesa de Eduardo Cunha negou as acusações. A defesa de Geddel ainda não se manifestou.

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Constantino

Depois de se tornar réu pela Operação Cui Bono, que investiga esquema de Corrupção na Caixa Econômica Federal, Constantino fechou um acordo de colaboração. Através da delação ele revelou que o benefício financeiro era repassado para parlamentares por meio da Abear.

Neste caso, Henrique Constantino responde pelos crimes de corrupção ativa e é acusado igualmente de corromper agentes públicos. Constantino é co-fundador da companhia aérea Gol, e chegou a entrar em 2006 na lista de bilionários da Forbes.

MDB

Constantino foi alvo de investigação por meio de suspeitas de corrupção no Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), isso acabou acarretando na prisão do doleiro Lúcio Funaro, que era conhecido de Eduardo Cunha e Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa.

Constantino declarou que, em 2012, Funaro teria dito a ele que o ex-presidente Michel Temer, os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha e Henrique Alves poderiam influenciar nas decisões da Caixa em seu favor.

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Durante uma reunião, o grupo teria pedido ao empresário R$ 10 milhões, em troca de liberação dos financiamentos pleiteados pela Gol junto à Caixa. Ao todo 18 pessoas passaram a responder por fraudes na Caixa Econômica Federal.

O empresário apresentou documentos e emails com troca de mensagens para comprovar as acusações. Os repasses eram feitos através das empresas dele, que faziam contratos fictícios de prestação de serviços às empresas de Lúcio Funaro.

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