Nesta sexta-feira (14), a Polícia prendeu um suspeito de matar a turista catarinense Fabiane Fernandes em Arraial do Cabo, Rio de Janeiro. Em uma foto, ele aparece no mesmo local onde o corpo dela foi encontrado. A foto teria sido tirada por trilheiros da Associação de Guias dois dias antes da polícia localizar o corpo.

Fabiane morava em Santa Catarina e administrava uma pousada na Praia dos Ingleses. Ela desapareceu no dia 18 de novembro após decidir fazer uma trilha, supostamente sozinha.

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Pouco antes de sofrer o crime, Fabiane chegou a postar uma imagem do local enaltecendo a importância dos exercícios diários. Seu corpo foi encontrado apenas três dias depois.

Na manhã desta sexta-feira (14), Matheus Augusto da Silva, 22 anos, foi encontrado em uma clínica de reabilitação na cidade de São Carlos, São Paulo. A mãe do suspeito afirmou que ele sofre de transtorno bipolar. O delegado responsável pelo caso levou Matheus até o Rio para colher depoimento dele. A polícia chegou até o rapaz após relatos de testemunha.

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Prisão

Policias civis do Rio de Janeiro foram até a cidade de São Carlos com um mandado de prisão temporária de 30 dias contra Matheus. Segundo o delegado Michel Floroschk, outro suspeito, que está preso, teria relacionado a morte da turista com Matheus. Ele teria a violentado e depois a matado.

Um ponto observado pelo delegado, é que no antebraço do suspeito tem várias marcas de unha, o que pode ser uma tentativa da turista de se defender dos ataques dele.

O suspeito nega todas as acusações e disse que estava apenas acampando no local. Entretanto, afirmou que esteve com a Fabiane, mas que tais fatos não foram praticados por ele.

O delegado disse que a moça acabou fazendo uma trilha no local onde estariam esses dois homens e eles podem ter sidos os responsáveis pela morte dela.

Mãe desesperada

A mãe do jovem preso está desesperada. Ela disse que ele tem problemas de transtorno bipolar e fazia 30 dias que não o via.

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A mãe, que preferiu não se identificar, disse que Matheus chegou a ir para Campinas se encontrar com uma mulher e, depois, teria ido ao Rio.

O delegado do DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São Carlos, Gilberto de Aquino, comentou que, em depoimento, o suspeito teria citado um desencontro amoroso com uma pessoa e, por essa razão, decidiu ir para o Rio. Aquino vê o rapaz como alguém atormentado, que não tem muito discernimento.

O delegado Renato Mariano do Rio vai ouvi-lo para juntar aos fatos e ver se ele realmente foi o autor do crime. Exames psicológicos serão realizados.

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