Nesta quinta-feira (13), em Vila Maciel, na pacata zona rural de Ribeirão Grande (SP), a estudante Jéssica Cristina de Lima Pina foi morta com dois tiros de espingarda. De acordo com a Polícia, tudo indica que os tiros foram disparados por seu marido, o ajudante geral Ângelo Daniel de Lima, encontrado enforcado no banheiro.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Hélio Edson de Souza Junior, o crime ocorreu por volta das 20h, quando alguns vizinhos ouviram barulhos de disparo de arma de fogo e, assustados, acionaram uma equipe da Polícia Militar. No local, os policiais encontraram a jovem de 24 anos na sala da casa, já sem vida, e em seguida encontraram o homem de 28 anos no banheiro, com sinais de enforcamento.

O relacionamento do casal

O delegado informou que parentes confirmaram que o casal já tinha um relacionamento conflituoso, com brigas e discussões. Porém não foi identificado nenhum registro de boletim de ocorrência aberto pela mulher contra o marido. Ângelo, que não tinha porte de arma de fogo, não tinha passagem pela polícia.

Inicialmente a polícia abrirá inquérito para trabalhar com a hipótese de que o marido matou a esposa e em seguida cometeu suicídio. Os corpos foram levados para o IML no Cemitério Recanto da Paz, em Buri.

Crimes passionais

Segundo o especialista em medicina psiquiátrica forense, Talvane de Moraes, "qualquer pessoa adulta tem reação passional, é sentimento normal do ser humano. Todos temos paixões, mas isso é controlado. No crime passional, a pessoa simplesmente perde o controle". Para envolver-se em uma relação desse tipo, só é preciso ter sangue correndo nas veias. Ou "basta amar para matar", afirma.

Nesse tipo de crime é possível encontrar alguns padrões nas características dos criminosos, como o egoísmo, dependência afetiva, ciúme excessivo, e há uma impulsividade em suas atitudes, ao se sentirem humilhados ou abandonados, eles acabam matando praticamente por impulso, ou por instinto de sobrevivência, pois não conseguem viver ser aquela relação afetiva.

Segundo o psiquiatra Eduardo Ferreira Santos, "ele pode ser um sociopata ou até um neurótico ansioso. Mas mata no momento, muitas vezes nem tem a intenção de matar, não é premeditado, simplesmente explode".

Nesses casos é comum haver confusão entre os criminosos passionais dos psicopatas, segundo a Psiquiatra Ana Beatriz, o passional não é uma pessoa perigosa, ela comete o crime em um momento pontual, é o nosso lado animal, todos somos passíveis disso. Já o psicopata, planeja matar e não sente culpa depois”.









Leia tudo e assista ao vídeo